quarta-feira, 11 de abril de 2018

BACTÉRIAS NO CELULAR


Não é por vício em tecnologia. É provável que quem usa celular já tenha adoecido por causa de bactérias no aparelho.
O alerta é da bióloga e professora Rosana Siqueira, da UniMetrocamp Wyden, que testou no ano passado a quantidade de microorganismos encontrada em telefones móveis.
A pesquisa apontou cerca de 23 mil bactérias em algumas das 20 amostras analisadas. Entre elas, a Staphylococcus aureus, que causa conjuntivite e infecção de garganta, a Shigella, que pode levar a disenteria, além de coliformes fecais.
"Em pessoas com o sistema imunológico sadio, nem sempre essas bactérias serão prejudiciais, mas há preocupação para grupos de risco, como crianças, grávidas, idosos e quem tem doenças que afetam a imunidade", diz Siqueira.
"Os pais precisam ficar atentos: se for dar o celular para a criança, higienize antes, porque ela vai colocar na boca."
Uma pessoa saudável, mas que esteja com alguma doença no momento, também vira alvo das bactérias.
Não é indicado levar o celular ao banheiro, já que os microorganismos podem grudar no aparelho.
Em academias, Siqueira aconselha a nunca colocar o celular no chão enquanto faz um exercício, porque o local é muito movimentado e tem alta contaminação –se for preciso, deixe sobre um papel-toalha.
COMO LIMPAR
O ideal é utilizar álcool isopropílico, encontrado em lojas de eletrônicos (cerca de R$ 9, a embalagem de 250 ml), porque ele não danifica os componentes do aparelho.
O álcool 70% (R$ 4, a embalagem de 50 ml, em farmácias) também funciona. Mas, nesse caso, tome cuidado para não exagerar na quantidade de produto.
Umedeça um pedaço de algodão, gaze ou lenço de papel com o álcool, sem encharcar. Passe-o por todo o celular –na parte de trás também– e pela capa, se você usar uma. Depois, retire a umidade com um lenço de papel seco. Faça isso todas as noites.

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