terça-feira, 15 de outubro de 2019



Dia 15 de outubro comemora-se o Dia do Professor, em todo o Brasil. Mas você sabe qual o motivo da comemoração nesta data específica? A resposta vem do Brasil Imperial.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava basicamente da descentralização do ensino, do salário dos professores, das matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até sobre como os professores deveriam ser contratados.
 A primeira contribuição da Lei de 15 de outubro de 1827 foi a de determinar, no seu artigo 1º, que as Escolas de Primeiras Letras (hoje, ensino fundamental) deveriam ensinar, para os meninos, a leitura, a escrita, as quatro operações de cálculo e as noções mais gerais de geometria prática. Às meninas, sem qualquer embasamento pedagógico, estavam excluídas as noções de geometria. Aprenderiam, sim, as prendas (costurar, bordar, cozinhar etc) para a economia doméstica.
Cento e vinte anos depois do decreto, em 1947, um professor paulista teve a ideia de transformar a data em feriado e iniciou a tradição de homenagear os professores no dia 15 de outubro, em referência ao decreto de D. Pedro I.
A ideia surgiu porque o período letivo do segundo semestre escolar era muito longo, ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo o período. Cansados, literalmente, um pequeno grupo de quatro educadores, liderados por Samuel Becker, teve a ideia de organizar um dia de folga, para amenizar a estafa. O dia também serviria como uma data para se analisar os rumos do restante do ano letivo.
Foi então que o professor Becker sugeriu que esse encontro acontecesse no dia 15 de outubro. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça de professores e alunos, que levavam doces de casa, para uma pequena confraternização.
O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase “Professor é profissão. Educador é missão”. A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963.
O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
Fonte: educacao.sp.gov

sábado, 12 de outubro de 2019

DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA

Nossa Senhora Aparecida

virgem Santa, mãe de Jesus Cristo, apareceu em diversas localidades ao redor do mundo em momentos importantes da história. Graças à misericórdia de Deus, Maria apareceu no Brasil na forma de uma imagem negra, na época em que a escravidão no país estava em alta.
Maria foi proclamada Nossa Senhora da Conceição AparecidaRainha do Brasil, em 16 de julho de 1930 pelo papa Pio XI. O Brasil rende-se ao amor incondicional da “Mãe negra” no dia 12 de outubro, data que marcou, em 1980, a proclamação de feriado e consagração do Santuário Nacional de Aparecida pelo Papa João Paulo II.

História da Padroeira do Brasil

A aparição da imagem de Nossa Senhora de Aparecida ocorreu em 1717, época das Capitanias Hereditárias. O governante das capitanias de São Paulo e Minas de Ouro estava de passagem pelo Vale do Paraíba, mais precisamente por Guaratinguetá. Animados com a visita, o povo daquela localidade resolveu fazer uma festa de boas-vindas e para isso chamaram três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso para lançar as redes no rio e pescar bons peixes.
O fato era que, naquela época, meados de Outubro, não era tempo de peixes. Porém, como não podiam contradizer o pedido, rezaram pela proteção e benção da Virgem Maria e de Deus para que pudessem voltar à terra firme com fartura. Depois de inúmeras tentativas sem sucesso, eis que surpreendentemente eles pescaram o corpo de uma imagem. Curiosos, lançaram novamente as redes e “pescaram” uma cabeça que se encaixou perfeitamente ao corpo. Depois deste encontro, que nos dias de hoje é representado em todo o Brasil no dia 12 de outubro emocionando os fieis, o barco se encheu tanto de peixes que ele quase virou!
A partir daí, a devoção da Santa foi se espalhando. Primeiro nas casas, depois se construiu uma capela, depois uma basílica, até chegar ao quarto maior santuário do mundo, o Santuário Nacional de Aparecida localizado na cidade de Aparecida, interior do Estado de São Paulo.

DIA DAS CRIANÇAS


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Para recuperar a plasticidade


O cérebro é, por definição, plástico: maleável, moldável ao longo da vida graças à propriedade fundamental dos neurônios de se reorganizar conforme sua própria atividade.
Essa plasticidade, sinônimo de potencial de aprendizado, é máxima no começo da vida, e diminui ao longo dos anos —o que nos torna cada vez nós mesmos, melhores e mais especializados naquilo que fazemos.
Por um lado, portanto, a perda de plasticidade é desejável. É ela que "fixa" a sua língua materna, os circuitos que você usa para mover os olhos em conjunto formando uma imagem só, os outros que lhe permitem andar de bicicleta, sem nunca desaprender. Sistemas diferentes amadurecem em idades diferentes, mas vários são "fixados" no lugar conforme astrócitos formam uma capa açucarada ao redor dos neurônios, que, como um verniz, protege a obra de modificações futuras.
A capa é a malha perineuronal, assunto de estudo de neurocientistas que suspeitam que, se por um lado ela é útil ao fixar o aprendizado, por outro ela é um dos grandes empecilhos à reorganização do sistema nervoso em caso de catástrofe —por exemplo, quando há uma lesão da medula espinal por queda, acidente de carro ou ferimento à bala.
A malha perineuronal é formada por proteoglicanas, moléculas grandes em forma de escova de lavar copos cujo eixo central (o arame) é uma proteína, e as cerdas da escova são açúcares presos à proteína. Várias proteoglicanas, por sua vez, se ligam a proteínas presentes entre as células, como escovas de lavar copos penduradas em um varal —e assim cada neurônio tem seu corpo central devidamente "encapado" e protegido por uma malha de varais.
Com tamanha proteção, nem que quisesse muito um neurônio interrompido por uma lesão conseguiria crescer de volta e se reconectar ao seu alvo encapado.
Pesquisadores como Jerry Silver, da Case Western Reserve University, em Cleveland, nos EUA, resolveram então experimentar remover a capa para promover regeneração. Silver e seus alunos demonstraram recentemente que, com injeções de enzimas que comem a capa de proteoglicanas e tempo o bastante, camundongos com lesão completa de uma metade da medula espinal tem regeneração suficiente das fibras restantes para lhes permitir voltar a andar.
Claro, decidir injetar no corpo enzimas que destroem proteoglicanas não é trivial; essas, afinal, também são a essência das cartilagens do corpo. Mas tais injeções talvez se mostrem a melhor maneira de literalmente abrir caminho para a regeneração do sistema nervoso.
Suzana Herculano-Houzel
Bióloga e neurocientista da Universidade Vanderbilt (EUA).

Folha on line 

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Cresce o número de pais conectados na frente dos filhos; veja dicas para largar o celular


O novo normal. Assim a ONG Common Sense Media qualificou os resultados de sua mais recente pesquisa sobre uso de celulares por pais e filhos nos Estados Unidos.
Se é esperado que as crianças e adolescentes passem cada vez mais tempo nos smartphones, os resultados com os adultos também preocupam.
Em 2019, 39% dos filhos acham que seus pais ficam muito tempo na frente dos aparelhos, contra 28% em 2016.
Pelo menos eles admitem isso. Subiu de 29% (2016) para 52% (2019) a porcentagem de pais que sentem passar tempo excessivo com o smartphone.
Essa é uma realidade mundial, com a qual pais, filhos e educadores terão de conviver em nível crescente.
As dicas a seguir, voltadas aos adultos, buscam ajudar a criar estratégias para melhorar esse cenário.
Zonas livres
Escolha um ambiente da casa no qual o celular não é permitido, como a mesa de jantar. Reúna a família para contar histórias ou brincar de jogos de tabuleiros
Xô, tentação
Não leve o celular para o ambiente em que estiver com as crianças. Se não tiver como, deixe o celular virado com a tela para baixo, para não ver as notificações. Caso não funcione, ative o modo noturno ou desabilite as notificações do aparelho.
Agora não
O melhor jeito de não retornar uma mensagem é não vê-la. Se isso não for possível, tente o raciocínio: isso realmente precisa ser respondido agora? Muitas vezes, não. Crie o hábito de só mexer em tarefas de trabalho depois que as crianças dormirem.
Seja franco
Se for imprescindível responder um email, conte a verdade para os filhos. Avise que vai precisa ficar conectado por um tempo, mas que depois estará disponível em tempo integral para eles.
Você é o exemplo
Crianças de todas as idades costumam imitar e repetir os hábitos de adultos. Não adianta exigir que os filhos fiquem longe do celular se você não faz o mesmo.
Papel
Hoje em dia os celulares têm tudo disponível em poucos toques. Mas o bom e velho papel pode ajudar a família a ficar menos conectada. Por isso, investir em livros físicos para a contação de histórias à noite é uma boa saída.
Aproveite o momento online
Será impossível passar o tempo todo offline. Nos momentos de ambos online, tente mostrar no celular vídeos, notícias, fotos, aplicativos que considere importantes para formação das crianças e aproveite o gancho para contar histórias do passado.

Fonte: FOLHA

sábado, 5 de outubro de 2019

O câncer de mama também afeta homens?

De todos os casos da doença, cerca de 1% são masculinos




Nesta semana, o empresário Mathew Knowles, pai da cantora Beyoncé, revelou em entrevista ao programa americano Good Morning America que foi diagnosticado com câncer de mama e, com o anúncio, disse querer alertar outros homens para a doença.
Homens podem, sim, ter câncer de mama, embora mais raramente do que as mulheres. Um dos fatores que explicam a diferença é que eles têm menos tecido mamário e hormônios que ajudam as glândulas mamárias a se proliferar. De acordo com dados mais recentes, divulgados pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), homens representam cerca de 1% de todos os casos de câncer de mama registrados no Brasil.
Em 2016, mais de 16 mil mulheres morreram devido à doença no Brasil. Entre os homens, o número de mortes foi de 185. A incidência da doença entre as mulheres era de 54,6 por 100 mil, enquanto nos homens era 0,4.
Homens que têm parentes de primeiro grau que tiveram a doença fazem parte do grupo com maior risco da doença. A família pode ter os genes BRCA1 ou BRCA2, que estão ligados à predisposição genética para o câncer de mama. 
Além disso, também correm maior risco homens com condições médicas como alcoolismo, obesidade e doenças do fígado. O diagnóstico precoce é a principal forma de prevenir as complicações da doença. 
Os sintomas são similares aos do câncer de mama feminino. Pode ocorrer vermelhidão acompanhada ou não de dor recorrente em uma das mamas, surgimento de caroços próximo ao mamilo, secreção pelo mamilo e o aparecimento de nódulos nas axilas. 
As opções de tratamento também não divergem do que é oferecido às mulheres. De acordo com o Inca, a cirurgia mais comum é a mastectomia com esvaziamento axilar, que é a retirada da mama (normalmente completa) e dos nódulos da axila. Além disso, também é possível a indicação de quimioterapia e radioterapia. O tratamento varia de caso para caso. 
Knowles retirou uma das mamas em julho e deve retirar a segunda em janeiro de 2020. Em sua entrevista, o empresário falou sobre a mudança de perspectiva que a doença trouxe para sua vida. Agora, ele busca se exercitar com regularidade e não consome mais bebidas alcoólicas.
Folha de São Paulo

terça-feira, 1 de outubro de 2019

DIA INTERNACIONAL DO IDOSO


Trabalhador não pode ter adicional por insalubridade e periculosidade



Brasil ocupa o quarto lugar em ranking mundial de acidentes de trabalho.
Resumo da notícia
·         O TST (Tribunal Superior do Trabalho) decidiu que o trabalhador não poderá acumular os adicionais por insalubridade e periculosidade
·         Quem tiver direito aos dois, terá de escolher um ou outro
·         A decisão deve resolver uma questão polêmica da legislação trabalhista
O TST vetou a possibilidade de acumulação dos adicionais por insalubridade e periculosidade. Como a legislação já previa, o trabalhador deverá escolher pelo mais benéfico para ele.
O julgamento, finalizado na manhã desta quinta-feira ( 26/09 ), foi por meio de recurso repetitivo, o que significa que servirá de exemplo para todas as decisões em casos semelhantes.
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Os adicionais por periculosidade e por insalubridade são diferentes e incidem de formas distintas. A decisão do TST serve para quem teria direito aos dois.
·         Periculosidade: concedido aos profissionais expostos a riscos de vida, como quem trabalha com explosivos ou segurança pessoal e patrimonial. Corresponde a 30% do salário nominal (ou seja, do quanto o empregado recebe)
·         Insalubridade: concedido a profissionais expostos a agentes nocivos à saúde, como produtos químicos ou excesso de sol ou barulho. Pode ser de 10%, 20% ou 40% (dependendo do grau de risco) do salário mínimo vigente na região.
No julgamento, o TST analisou o caso de um ex-funcionário de uma companhia aérea que já recebia adicional por insalubridade, por causa do barulho das turbinas dos aviões, e pediu também o adicional por periculosidade, por lidar com produtos inflamáveis. Por sete votos a seis, o TST negou o pedido.
"Agora, cabe ao trabalhador escolher qual é melhor para ele. Ele tem de calcular. Se recebe um salário mínimo, o de insalubridade pode ser maior. Mas se seu salário for muito superior, o de periculosidade é mais vantajoso" . Decisão deve acabar com polêmica.
O Artigo 193 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) já indicava que o empregado deveria escolher um dos dois adicionais, no entanto, esta questão ainda causava polêmica.
"Geralmente se decidiu pelo não acúmulo, com base na CLT, mas havia decisões divergentes, pois a lei não fala que é proibido acumular, fala que é para optar". "Agora, essa decisão acabou com a polêmica: como foi julgado em recurso repetitivo, ela está vinculada a todo o Poder Judiciário."
"Isso significa que juízes de 1ª instância já acatarão este posicionamento. Para mudar, teria de ir ao STF - Supremo Tribunal Federal".




FELIZ 2021