quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Desigualdade judiciária



A Justiça brasileira faz questão de mostrar que é desigual.

Já vivi o suficiente para aprender que a igualdade entre seres humanos só é atingida depois da morte, em qualquer parte do mundo. Nos países desenvolvidos, no entanto, existe preocupação do aparato judiciário em aplicar as leis com mais rigor e punir os que as infringem, de modo a transmitir a todos os cidadãos a sensação de que condições sociais privilegiadas não lhes garante a impunidade.

No Brasil, o emaranhado de leis, jurisprudências e recursos cabíveis à aplicação delas asseguram aos bons escritórios de advocacia, a possibilidade de manter criminosos longe das grades por muitos anos –ou para sempre.

Por despreparo técnico, não vou discutir as incoerências de nosso Código Penal antiquado. Nem pretendo falar do péssimo exemplo dado à população por servidores públicos ladrões, corrompidos por uma elite empresarial de marginais sem escrúpulos, que lhes dão gorjetas em troca de contratos bilionários, superfaturados. Vou me ater a um universo mais familiar: o das prisões.

No domingo passado, o "Fantástico" apresentou o caso de um traficante preso com 120 kg de maconha. As imagens iniciais mostravam os pacotes com a droga e uma centena de balas enormes, que imagino serem de fuzil.
Em seguida, aparecia a mãe do rapaz (por acaso, uma desembargadora) indo buscar o filho na porta da cadeia, com o alvará de soltura que havia sido expedido por um colega de trabalho.

A justificativa dada ao repórter pelo desembargador e pelo advogado de defesa foi a mesma: o réu seria transferido para uma clínica por ser portador de uma enfermidade denominada transtorno borderline, patologia de diagnóstico incerto, fonte de discussões e desacordos entre os psiquiatras.

No dia seguinte dei uma aula sobre saúde para cerca de 200 mulheres presas na Penitenciária Feminina da Capital, em Santana, na zona norte.
No final, quando me coloquei à disposição para as perguntas, uma senhora que aparentava 50 anos ficou em pé:
– Fui presa em flagrante na portaria de uma cadeia, em Guarulhos, levando para o meu marido 55 gramas de cocaína. Eu sofro de depressão crônica, me trato no Hospital das Clínicas, tomo remédio tarja preta e já tentei me matar duas vezes. E o filho dessa desembargadora? Cento e vinte quilos, fora as balas, doutor!
Em meu lugar, o que você responderia, leitor?

Já abordei nesta coluna o caso dessas mulheres que levam droga para o interior das cadeias. Algumas são traficantes profissionais, mas outras não o fazem por dinheiro; acondicionam cocaína e maconha em invólucros impermeáveis, introduzidos na vagina para atender a solicitações de maridos, namorados e familiares que as chantageiam com súplicas de ajuda, para não morrer nas mãos de assassinos impiedosos.

Eventualmente surpreendidas pelas encarregadas de revistá-las, são encaminhadas para lavrar o flagrante na delegacia mais próxima, de onde serão transferidas para a penitenciária à espera do julgamento.

Essas mulheres costumam ter vários filhos. Na penitenciária, já atendi uma avó aos 28 anos e uma mulher de 40 que tem dois bisnetos, "por enquanto", conforme assegura. Ao ir para a delegacia, a mãe deixa em casa três ou quatro crianças na agonia da espera, até que um parente ou vizinho apareça para levá-los.

Como é muito pequena a probabilidade de que uma pessoa possa cuidar de tantas crianças, uma vai para a casa de um vizinho, outra para a da avó, outra vai morar com a tia no interior. Na falta de acolhimento, ficarão sob a guarda do Conselho Tutelar.

Qual será o futuro dos filhos? O que a sociedade ganha com essas prisões? Que impacto tem na economia do tráfico a quantidade de droga que cabe numa vagina?

Você não pode imaginar, caro leitor, a revolta das mulheres na penitenciária, quando foi libertada a mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, com a justificativa de ser mãe de um menino de 14 e outro de 12 anos carentes de cuidados maternos.

Como explicar que elas não têm direito à lei da qual se valeu essa senhora, cujo marido roubou muitos milhões a mais do que a somatória de todos os furtos e assaltos praticados pelas 2.200 prisioneiras da cadeia?

Artigo de Drauzio Varella - Folha de São Paulo 5 de agosto de 2017 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Fontes jorrantes

Raros e delicados, os gêiseres são atração em diferentes partes do mundo. Entenda, a seguir, como são formados e qual é a dinâmica de seu funcionamento



Fenômenos raros e existentes em apenas algumas regiões da Terra, os gêiseres costumam protagonizar belos espetáculos naturais, graças às suas fontes jorrantes que lançam misturas de água, vapor e gases a dezenas de metros de altura, atraindo turistas e aguçando a curiosidade de muita gente mundo afora.
Conceitualmente, um gêiser é uma nascente termal que entra em erupção quase periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor acima da superfície terrestre. Sua formação requer condições geológicas e geotérmicas especiais. Estima-se que existam cerca de mil gêiseres em todo o mundo. Praticamente metade deles fica no Parque Nacional de Yellowstone, que se estende pelos estados de Wyoming, Montana e Idaho, nos Estados Unidos.
A Península de Kamchatka, na Rússia, tem quase 200 gêiseres, enquanto na América do Sul a região geotermal mais famosa é a de Atacama, no Chile, onde apenas o Vale de El Tatio abriga cerca de 80 nascentes termais. Já a ilha Norte da Nova Zelândia e a região de Hveravellir, na Islândia, têm cerca de 15 gêiseres cada uma.
Para a formação de um gêiser é preciso haver uma camada superior que permita o movimento de águas subterrâneas, ou seja, um aquífero conectado via fraturas quase verticais a um substrato de rochas quentes (aquecidas pelo magma). As águas que penetram pelo conjunto vertical de fraturas sofrem superaquecimento e há formação de vapor, que fica confinado nas suas partes inferiores.
A atividade ou erupção de um gêiser ocorre quando a pressão de vapor confinado torna-se maior que a pressão da coluna d’água nas partes superiores das fraturas e, consequentemente, leva à expulsão de águas misturadas com vapor. Logo após essa expulsão, a pressão nas fraturas diminui, permitindo a entrada de águas frias e o novo confinamento de vapor proveniente dos substratos. O processo, então, se repete.

Pontualidade impressionante


Obviamente, o período de erupção de um gêiser depende principalmente de dois fatores: da altura da coluna de água nas fraturas e da taxa de aquecimento no seu interior. Em alguns casos, isso acontece com grau de pontualidade impressionante. O famoso Old Faithful, no Parque Yellowstone, por exemplo, lança jatos com 30 a 50 mil litros de água, que ultrapassam 50 metros de altura. As erupções ocorrem em intervalos que variam de 33 minutos a uma hora e meia e duram, em média, de dois a cinco minutos.
Na região de Rotorua, na Nova Zelândia, uma das principais atrações é o gêiser Pohutu. Ele entra em atividade cerca de 20 vezes por dia e lança colunas d´água a até 30 metros de altura. Suas erupções podem durar alguns minutos ou persistir por dias. A maior registrada até hoje durou mais de 250 dias, entre 2000 e 2001.
De forma geral, os gêiseres geotermais ocorrem em áreas de atividades vulcânicas. Contudo, segundo especialistas, é importante notar que a sua atividade também pode ser desencadeada pelos escapes de gases naturais, como o dióxido de carbono ou o metano.

Caxambu é atração

O Brasil se encontra numa região geológica praticamente isenta de atividades vulcânicas recentes. Contudo, em Minas Gerais, estado conhecido como “caixa d’água do Brasil”, há um gêiser. Batizado de Fonte Floriano de Lemos, está localizado no Parque das Águas de Caxambu, no Sul de Minas, região famosa por seu “Circuito das Águas”, onde ocorre um número significativo de fontes termais e minerais em cidades como São Lourenço, Cambuquira e Lambari.
gêiser de Caxambu, que figura entre os principais atrativos turísticos da região, jorra água mineral sulfurosa em intervalos variáveis, junto com gás natural, ambos provenientes do interior da Terra. Por esse motivo, é considerado como pertencente a uma classe especial de gêiseres.
A pressão do gás é alta e o gêiser se manifesta pelo menos três vezes ao dia, formando uma coluna de água com temperatura média de 27ºC e alcance de até oito metros de altura. As águas desse gêiser são distribuídas através de uma construção cônica, que faz lembrar um grande cogumelo. Seus banhos medicinais são indicados para tratar infecções na pele, reumatismo e artrite.
Há, ainda, outras manifestações geotermais em Caldas Novas (GO), em Caldas de Jorro (SC), em Jaú (TO) e em General Carneiro (MT). Nesses locais, ocorrem aborbulhamentos de águas termais misturadas com emanações de gases. Nos leitos dessas fontes termais, é fácil observar manifestações semelhantes a minigêiseres.
A palavra gêiser tem origem islandesa e significa “fonte jorrante”. Segundo registros, no Oeste da Islândia ela teria sido usada pela primeira vez, com o sentido atual, em 1294 para descrever um estranho buraco que ‘cuspia’ fortes jatos de água quente e vapor de dentro da Terra. Desde então, o uso desse termo tornou-se universal.
Recentemente, a agência espacial norte-americana (Nasa) encontrou evidências da presença de atividades semelhantes à de gêiseres em Europa, uma das 67 luas do planeta Júpiter. As imagens, que indicam gêiseres ejetando vapor de água, foram captadas pelo telescópio espacial Hubble. Com essa descoberta, tornou-se possível monitorar as atividades termais de satélites que atravessam várias camadas de gelo. Segundo alguns pesquisadores planetólogos, a Europa poderia ser considerada lugar com maior probabilidade de abrigar vida sustentada por gêiseres em nosso Sistema Solar.

Como funcionam

As camadas de subsolo em regiões vulcânicas têm o primeiro ingrediente necessário para a ocorrência de um gêiser: camadas de magma incandescente. Situadas a poucos quilômetros da superfície, essas camadas funcionam como uma chama de fogão, aquecendo a água da chuva ou de neve derretida que penetra no subsolo.
Em reservatórios nas rochas semipermeáveis, o líquido atinge temperaturas superiores a 200ºC. À medida que esquenta, este ganha pressão, aumenta de volume e empurra a coluna d’água para cima. É o mesmo processo que ocorre nas estâncias termais, mas com uma diferença importante: nos gêiseres, as rachaduras que levam a água à superfície são muito mais largas.
Assim, quando a pressão é forte o suficiente para expulsar a mistura de líquido e vapor dos reservatórios, o jato d´água sai de uma vez só, na forma de uma erupção. Horas depois de se esvaziarem com esses jatos escaldantes, os depósitos subterrâneos voltam a se encher de água fria e o show se repete.
Além de raros, os gêiseres também são frágeis. Fenômenos geológicos corriqueiros, como tremores de baixa intensidade, podem pôr fim aos jorros d’água. Foi o que ocorreu com a lendária fonte de Waimangu, na Nova Zelândia. Nascido de uma erupção vulcânica em 1888, esse gêiser chegou a disparar jorros de 480 metros – altura superior à das Torres Petronas, na Malásia, que são os prédios mais altos do mundo, com 452 metros. No entanto, em 1904, um deslizamento de terra alterou o fluxo da água subterrânea e acabou com o espetáculo.
Os intervalos entre as erupções dependem de uma série de variáveis, tais como: fluxo de calor, quantidade e velocidade das correntes de água subterrâneas, bem como a natureza do conduíte principal do gêiser e as conexões (semelhantes a encanamentos) existentes debaixo da terra.

Reportagem de: Luciana Morais

Fonte: http://www.revistaecologico.com.br/materia.php?id=108&secao=1897&mat=2188

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A lista: Cinco drogas da moda que ameaçam os jovens

Saiba o que são: Popper, Champanhe rosa, G, Spice e NBOMe




Popper
O nome vem do barulho que a ampola da substância fazia ao ser aberta quando era usada, nos anos 1970, como analgésico. Hoje, a droga é consumida principalmente nos círculos LGBT. Por relaxar os músculos e ativar a circulação sanguínea, aumenta o prazer sexual

Champanhe rosa
Produz efeito semelhante ao do ecstasy, de euforia e agitação. Mas é mais perigosa por ser vendida em cristais, o que dificulta o controle da quantidade consumida. Seu princípio ativo é o MDMA, um tipo de anfetamina modificada

G
O nome vem de GHB, sigla em inglês para o ácido gama-hidroxibutirato, usado para produzir a droga “Boa Noite, Cinderela”, de efeito sedativo. Em sua fórmula mais recente, estimula o prazer sexual e a euforia. Líquida, costuma ser consumida em gotas nas baladas

Spice ou K2
A maconha sintética tem efeito 85 vezes mais potente que o da planta e maior risco de causar dependência. Provoca o efeito “zumbi” — o usuário se movimenta com lentidão. O composto é borrifado em folhas secas de ervas e vendido em pacotes, para ser consumido com tabaco

NBOMe
Variante da feniletilamina, um alcaloide natural, é vendida em forma de pó, líquido ou fita microporosa, como alternativa ao LSD. A duração de seus efeitos (da euforia à alucinação) é de até doze horas. Pode causar transtornos de ansiedade, alucinações e crises de pânico
Publicado em VEJA de 12 de julho de 2017, edição nº 2538

domingo, 4 de junho de 2017

5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

O momento é de ação


O Planeta chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente em momento crítico. É preciso agir e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações.
Num momento em que a Natureza se apresenta especialmente inquieta, com manifestações causadas ou não pelo Homem – mas que cobram um preço alto em vidas –, tais como furacões furiosos, enchentes devastadoras, deslizamentos letais, invernos glaciais, chegamos ao Dia Mundial do Meio Ambiente chamando não somente à reflexão, mas, principalmente, à ação de todos em defesa da vida.

Todos temos como contribuir – direta ou indiretamente – para que as sociedades caminhem rumo à sustentabilidade e para que a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza deixe de ser mera utopia.

Atitudes individuais e coletivas, como o consumo consciente no dia a dia e a exigência, pela população, do cumprimento das leis por órgãos governamentais em todos os níveis são fundamentais.

À iniciativa privada cabe não somente investir em conservação do meio ambiente, mas, principalmente, assumir uma postura de responsabilidade socioambiental, trabalhando de dentro para fora, com adequação de suas cadeias produtivas e meios de produção, distribuição etc.

À sociedade civil organizada, em especial às ONGs socioambientalistas como o próprio WWF-Brasil, cabe conceber e aplicar soluções, realizar campanhas, mobilizar e facilitar o engajamento de indivíduos, governos e iniciativa privada num esforço conjunto para o bem comum das gerações de agora e do futuro.

E tudo isto tem que ser feito agora.  A Natureza já nos envia seus sinais de alerta.
www.wwf.org

segunda-feira, 15 de maio de 2017

CRISE EM MG AFETA ATÉ PAGAMENTO DE PENSÃO



A empregada doméstica Luzia Aparecida da Silva, 46, entrou na Justiça em 2011 para que os filhos, Matson, hoje com 21 anos, e Mateus, 18, recebessem pensões atrasadas do seu ex-marido. Seis anos depois, em março deste ano, foi a uma agência do Banco do Brasil com uma decisão que reconhecia seu direito a receber R$ 6.419,33, mas saiu sem nada.

Muitos mineiros têm enfrentado a mesma situação. A estimativa hoje é que existam 8.000 casos similares ao de Luzia, que, juntos, somam um total de R$ 120 milhões a receber. A verba é referente a pensões, indenizações, tratamentos médicos e heranças, por exemplo.

No fim do ano passado, o Banco do Brasil, administrador do fundo de depósitos judiciais, notificou o governo de Minas Gerais para repor cerca de R$ 1,5 bilhão da reserva, que é usada pelo Estado e, segundo a instituição financeira, havia sido zerada.

Os depósitos judiciais são valores em disputa em ações na Justiça e que ficam guardados no banco até que uma das partes vença o processo e retire o dinheiro.
O governo de Minas, no entanto, contesta os cálculos do Banco do Brasil e afirma que ainda há saldo no fundo.

Uma ação de prestação de contas está em curso na Justiça estadual. As partes aguardam ainda uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre quem deve pagar essa conta.

O imbróglio teve início em julho de 2015, quando foi aprovada uma lei estadual que permitiu ao governo de Minas gastar até 75% dos depósitos judiciais de processos em que estava envolvido e também de processos de terceiros. Com o Estado em crise financeira, o governador Fernando Pimentel (PT) usou R$ 4,9 bilhões dessa verba para fechar o Orçamento.

Em outubro daquele ano, porém, o STF determinou que a lei fosse suspensa, pois entrava em conflito com outra lei federal que autoriza os Estados a utilizar até 70% dos depósitos judiciais dos quais são parte.
O caso ainda tramita no Supremo, que irá analisar a constitucionalidade da legislação mineira.

Os depósitos judiciais efetuados após outubro de 2015 estão sendo pagos. No caso de Luzia, o depósito foi feito em 2014. Levou três anos para que a Justiça calculasse o valor exato e autorizasse o saque.

No banco, ao tentar sacar os valores autorizados pela Justiça, ela recebeu o recado: "Atenção: este depósito foi repassado ao Estado por força da lei estadual 21.720/2015 e ao fundo de reserva garantidor. O saldo ora apresentado é escritural e não representa o valor existente na conta. O resgate pode ser prejudicado por insuficiência no fundo de reserva".

"Fiquei muito decepcionada. O governo pegou emprestado sem me pedir", diz Luzia ao relatar seu caso. "Me dá vontade de encontrar o [governador] Pimentel cara a cara para perguntar se quando ele aprovou essa lei passava pela mente dele que ele ia tirar um dinheiro de quem precisa. O que os pobres têm a ver com a dívida dele?".

HONORÁRIOS

Advogados e peritos também estão sem receber honorários relativos a processos cujos depósitos judiciais foram feitos antes de outubro de 2015. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai pedir ao Ministério Público Federal que apure se houve crime de responsabilidade por parte do governo de Minas.

No dia 19 deste mês, dirigentes da OAB-MG estiveram com o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, relator do caso, pedindo que ele aponte quem deve arcar com os pagamentos, ainda que de maneira emergencial.
"Deixamos claro para ele que essa situação do confisco dos valores é absurda e está com consequências gravíssimas", disse Sérgio Leonardo, diretor-tesoureiro da OAB-MG.

A entidade criou um canal de ouvidoria para que advogados registrem pagamentos pendentes —já são mais de 1.400, que somam mais de R$ 6,8 milhões.

"Esse dinheiro é de particulares, não é do governo", afirma a advogada Ana Maria de Melo Pinheiro, que defende Luzia. "Um pai vai preso se não paga pensão, mas o governo pode confiscar? E os filhos ficam sem pensão da mesma forma. É o fim do Estado de Direito. É uma ingerência do Executivo no Judiciário."
O escritório dos peritos Sarah, 44, e Daniel Barbosa, 43, está faturando 60% menos e o casal teve que tomar empréstimos.

"É a nossa única fonte de renda. Estamos vivendo com a incerteza de saber quando vamos receber. É angustiante", diz Sarah.

Para o advogado-geral do Estado de Minas, Onofre Batista, a situação chegou a um limite. "Como Minas pode assumir essa conta se, de repente, é dever do banco?" Batista cogita, porém, que o Estado cubra as verbas alimentares caso a decisão do STF demore.

O Banco do Brasil afirmou que a obrigatoriedade de recompor o fundo cabe ao Estado de Minas Gerais e que presta contas regularmente sobre a movimentação no fundo. 

FONTE: FOLHA 

domingo, 14 de maio de 2017

Dia das Mães








Por mais que o tempo passe
E as estações se movam,
Ainda será minha estrela,
A mais linda, a mais radiante...
Será pra mim sempre bela,
Sempre amiga.
Podem todos me crucificar,
Mas sei que saberás a verdade
E com todas suas forças irá me defender
Como ninguém me defenderia.
Está presente em todos os felizes e tristes momentos.
Está sempre forte para vencer mais um desafio.
Por mais que eu cresça e amadureça,
Sempre serei seu fruto,
E orgulho total de minha raiz...
Te amo de forma insubstituível,
És robusto meu amor
És sincero meu afeto.
Trouxe-me ao mundo,
Agüentou toda dor
E sorriu ao me ver pela primeira vez.
Com muito carinho estou a pensar em você,
Pois de carinho me alimenta.
Minha mãe querida
Da mesma forma que deseja a mim saúde e felicidade,
Desejo-te também com toda certeza que tenho,
Em nome do grande valor que tem pra mim,
Te Amo Minha Mãe!!!



segunda-feira, 8 de maio de 2017

CONHEÇA O RESTAURANTE DO TELEFÉRICO


Que o teleférico foi reformado e está sob nova direção, todo mundo já sabe. Agora eu recomendo o restaurante do local, tudo sob o comando da nossa querida Zélia. Comida de primeira e atendimento especial. Estive lá neste fim de semana e aprovamos. Parabéns Zélia e equipe! E você amigo de Caxambu não deixe de conhecer. Aos visitantes um ótimo passeio. Aproveite!

FELIZ 2021