segunda-feira, 9 de março de 2020

IBGE abre mais de 200 mil vagas temporárias para o Censo 2020


O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) abriu nesta quinta (5) inscrições para concurso com 208.695 vagas temporárias, para trabalho no Censo Demográfico de 2020. As vagas têm duração prevista de três meses a cinco meses e salários de até R$ 2.100.
Os contratados vão trabalhar na coleta de informações do Censo, a maior pesquisa realizada pelo instituto, que visita a cada dez anos todos os domicílios do pais, para traçar um retrato da população brasileira. Por isso, há vagas em todo o Brasil.
São três tipos de vagas. Para o cargo de agente censitário municipal, serão contratados 5.462 pessoas, com salário de R$ 2.100. Para agente censitário supervisor, são 22.676 vagas, com salário de R$ 1.700. Para esses dois postos o IBGE exige estudo de nível médio.
O primeiro vai gerenciar o posto de coleta. O segundo, supervisiona os recenseadores que estarão nas ruas coletando as informações nos cerca de 71 milhões de domicílios brasileiros.
A previsão é que o trabalho dure cinco meses, mas se houver necessidade e dinheiro, o prazo pode ser estendido. Os aprovados serão convocados no dia 15 de junho.
As 180.557 vagas restantes são para recenseador. Neste caso, o salário será por produtividade, de acordo com o número de domicílios visitados. Por isso, o cargo não tem cumprimento de carga horária —o IBGE recomenda 25 horas semanais. Clique aqui para conferir.
O prazo de contratação será de três meses, também com possibilidade de extensão. A taxa por domicílio varia por região, de acordo com as dificuldades de locomoção. O IBGE lançou um simulador para que os interessados avaliem quanto poderão receber.
"Em um município da Amazônia, onde as distâncias são maiores, o valor é maior", explicou o coordenador de Recursos Humanos do IBGE, Bruno Malheiros. "Tem recenseador que recebe pouco porque trabalha pouco e visitando poucos municípios e tem aqueles que trabalham muito, visitando domicílios até de noite, e vão ganhar mais."
Em São Paulo, segundo o simulador, o recenseador que trabalhar 25 horas semanais, o suficiente para 50 entrevistas, vai receber em torno de R$ 2,1 mil por mês. Já com uma carga de 40 horas semanais, ou 81 entrevistas, o salário sobe para cerca de R$ 3,5 mil.
​Por isso, o cargo não tem cumprimento de carga horária —o IBGE recomenda 25 horas semanais. O prazo de contratação será de cinco meses, também com possibilidade de extensão.
Podem concorrer candidatos que tiverem completado o nível fundamental e as convocações serão a partir de julho, para treinamento antes de ir a campo realizar a pesquisa. O candidato poderá escolher a região onde quer trabalhar. Em algumas áreas com características específicas, como comunidades ou quilombos, o IBGE vai priorizar moradores. Saiba mais neste link.
A taxa de inscrição para a função de nível médio é de R$ 35,80 e para o nível fundamental, de R$ 23,61. As inscrições estão abertas até 24 de março.
O IBGE prevê gastar cerca de R$ 1,2 bilhão com o pagamento dos salários. Malheiros disse que as restrições orçamentárias que provocaram mudanças polêmicas no Censo não atrapalharam o processo.
Segundo ele, a quantidade de temporários é a considerada ideal para a pesquisa.
A dificuldade para levantar recursos para o Censo Demográfico 2020 levou a mudanças de última hora na pesquisa, o que gerou protestos na área técnica do IBGE e culminou com a renúncia de gestores do instituto.
Logo após assumir, a presidente do IBGE indicada pelo presidente Bolsonaro, Susana Cordeiro Guerra, determinou um corte de 25% no orçamento da pesquisa, com apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes. Originalmente, o custo foi estimado em R$ 3,4 bilhões.
Em maio de 2019, o IBGE anunciou corte no número de perguntas dos questionários —de 34 para 25 no questionário básico e de 112 para 76 na verão completa, que é aplicada a 10% dos domicílios. Duas semanas depois, cinco técnicos pediram exoneração de seus cargos na diretoria de Pesquisas.
O IBGE alega que as mudanças não terão impacto na qualidade das pesquisas, mas especialistas questionam a afirmação. Uma das preocupações foi a mudança na pergunta sobre renda, que será focada no chefe do domicílio, ao contrário de pesquisas anteriores, prejudicando a comparação com a série histórica.
Fonte: FOLHA

Mãos limpas previnem doenças


Nas bolhas de espuma das mãos ensaboadas e bem esfregadas, sujidade e vírus são levados para o ralo pela água corrente.
Água e sabão comum (não há necessidade de sabão com antibactericidas) previnem a disseminação de vírus. De todos os vírus. E de bactérias também, comprovam especialistas em saúde pública.
O gel em álcool para as mãos também é um auxiliar válido na prevenção da disseminação da virose.
Na revista American Journal of Public Health, Allison E. Aiello e colaboradores destacam os inúmeros estudos associando a higiene das mãos com a redução da disseminação de infecções na população.
Com base em estudos publicados durante quase 50 anos (1960/2007) Aiello afirma que a higiene das mãos é claramente eficaz contra infecções intestinais e respiratórias, as conhecidas diarréias e pneumonias.
Um desses estudos, da revista Emerging Infectious Diseases, por J. T. Lau e colaboradores sobre a epidemia do SARS-CoV (Sindrome Respiratória Aguda Grave "“ Coronavirus) em 2003, em Hong Kong, mostra que lavar as mãos com a frequência de 61% a 95% como medida preventiva contribuiu significativamente para limitar a propagação do vírus em Hong Kong.
Lavar as mãos é acessível a toda a população. E muito importante a forma correta em tempos de disseminação de viroses.
Seria interessante que nos 20 segundos iniciais dos programas de TV sobre preparo de refeições, esse tempo possa ser aproveitado, mostrando para a população como lavar as mãos segundo as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Fonte: FOLHA

Uso excessivo e cobrança no WhatsApp geram ansiedade e hipervigilância


Quando a publicitária Raquel Sing, 26, começou a participar de entrevistas de emprego, estar disponível no WhatsApp 24 horas por dia não era uma exigência descrita nos escopos da vaga. Mas, uma vez empregada nas agências, isso se tornou uma das principais demandas das empresas, afirma a analista de marketing. 
“Se você demora pra responder, as pessoas ligam. Já deixei de olhar minhas mensagens pessoais para ninguém ver que eu estava online. Abdiquei disso por um período”, conta.


Sing é uma das pessoas impactadas pela dinâmica que passou a predominar no uso do aplicativo e lembra a forma  como usamos ligações de telefone, segundo Leonardo Goldberg, doutor em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo).
A comunicação escrita, explica Goldberg, pressupõe uma ausência do destinatário da mensagem. É o caso dos emails, que, mais próximos da troca de cartas, não exigem presença e resposta imediatas. 
É nisso que o WhatsApp se diferencia: apesar de também ser uma comunicação por escrito, a resposta imediata é cobrada como em uma conversa que acontece pessoalmente.
Esse tipo de uso é um sintoma social de hipervigilância e ansiedade, afirma o psicólogo. “O aplicativo cria a ideia de um presente contínuo, como se não houvesse noções de futuro e passado”, diz Goldberg. 
Essa sensação parece mais intensa a cada geração, afirma o especialista. Segundo ele, o fenômeno é ainda mais prejudicial para jovens, que passam por mudanças importantes indo para a fase adulta.
Passar a maior parte do dia checando o WhatsApp pode resultar em alteração no sono e problemas posturais, oftalmológicos e de saúde mental, como ansiedade, afirma Cristiano Nabuco, coordenador do grupo de dependências tecnológicas do Hospital das Clínicas.
Essas consequências fazem parte de um guarda-chuva maior: o de dependências comportamentais relacionadas à internet. Entram na lista redes como Instagram, Facebook e Snapchat.
“Em crianças, adolescentes e até mesmo jovens adultos, o controle dos impulsos, ou seja, o comportamento que deixaria você colocar um freio [no uso das redes], não está pronto”, afirma. 
Conforme um usuário navega pelas plataformas e recebe uma série de mensagens e likes, por exemplo, gera-se uma sensação de recompensa. 
“Isso cria um looping em que, cada vez mais o usuário gasta mais tempo. E o indivíduo não é o único problema: as redes são desenhadas com o objetivo de estimular o engajamento máximo.”
Para Guilherme Spadini, diretor da área de psicoterapia da School Of Life Brasil, a dependência de redes sociais tem particularidades entre os vícios comportamentais, como o em jogos. 
“Muitas dependências tiram as pessoas do convívio social. Já a dependência da rede social tem essa característica de te colocar em contato com pessoas, com a rede”, explica o psicólogo. “Ela vira uma coisa importante e socialmente legitimada.”
Essa característica a torna invasiva e presente no cotidiano das pessoas de maneira ininterrupta, afirma Spadini. 
Assim como no debate em relação ao uso de drogas, a questão com a internet, segundo o professor, é se é possível controlar o uso dessas redes ou se é necessário uma abstinência total. 
“Se você não está disposto a cortar o uso totalmente, no mínimo seria muito importante fazer pausas. Fazer uma viagem legal, desconectar mesmo e reassegurar essa possibilidade [de estar off-line]”, conclui.
A legislação trabalhista não tem nenhum tipo de regulação específica para o uso de WhatsApp, mas a comunicação entre empregado e empregador no aplicativo pode ser considerada hora extra, explica André Laza, advogado do escritório Lobo de Rizzo.
É o caso de quando o funcionário está de plantão ou escala. Nesse regime, ele fica disponível para o empregador fora do período de trabalho normal aguardando uma eventual comunicação ou determinação específica de trabalho. A condição está prevista na súmula 428 do Tribunal Superior de Trabalho (TST).
Segundo Laza, não é preciso formalizar o regime de plantão: uma simples comunicação verbal já configura hora de sobreaviso, termo utilizado pela área.
Fora desse regime, o empregado não tem obrigatoriedade de responder mensagens fora de seu horário de trabalho, explica o advogado. Não há, no entanto, nenhum tipo de procedimento legal específico para evitar esse tipo de conduta, afirma.
“Recomendamos que haja um entendimento entre as partes para evitar esse tipo de situação”, diz o especialista. Ou seja: conversar diretamente com o empregador é o ideal para manter a relação de trabalho saudável nesses casos, segundo Laza. Já para os empregadores, ele sugere que a comunicação fora da jornada de trabalho se restrinja a situações de urgência, respeitando o horário estipulado no contrato.
Fonte: FOLHA

domingo, 8 de março de 2020

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Muitas pessoas consideram o 8 de Março apenas uma data de homenagens às mulheres, mas, diferentemente de outros dias comemorativas, ela não foi criada pelo comércio — e tem raízes históricas mais profundas e sérias.
Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher é comemorado desde o início do século 20.
Hoje, a data é cada vez mais lembrada como um dia para reivindicar igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo - aproximando-a de sua origem na luta de mulheres que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.
Elas começaram uma campanha dentro do movimento socialista para exigir seus direitos — as condições de trabalho delas eram ainda piores que as dos homens à época.
A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem algumas explicações históricas. No Brasil, é muito comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911 na Triangle Shirtwaist Company, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (naa maioria, judeus), que trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial.
No entanto, há registros anteriores a esse episódio que trazem referências à reivindicação de mulheres para que houvesse um momento dedicado às suas causas dentro do movimento de trabalhadores.

As origens dos Dia Internacional da Mulher
Se fosse possível fazer uma linha do tempo dos primeiros "dias das mulheres" que surgiram no mundo, ela começaria possivelmente com a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.
Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho - na época, as jornadas para elas poderiam chegar a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Ali teria sido celebrado pela primeira vez o "Dia Nacional da Mulher" americano.
Enquanto isso, também crescia na Europa o movimento nas fábricas. Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações.
"Não era uma questão de data específica. Ela fez declarações na Internacional Socialista com uma proposta para que houvesse um momento do movimento sindical e socialista dedicado à questão das mulheres", explicou à BBC News Brasil a socióloga Eva Blay, uma das pioneiras nos estudos sobre os direitos das mulheres no país.
"A situação da mulher era muito diferente e pior que a dos homens nas questões trabalhistas daquela época", disse ela, que é coordenadora da USP Mulheres.
A proposta de Zetkin, segundo os registros que se tem hoje, era de uma jornada anual de manifestações das mulheres pela igualdade de direitos, sem exatamente determinar uma data. O primeiro dia oficial da mulher seria celebrado, então, em 19 de março de 1911.
Em 1917, houve um marco ainda mais forte daquele que viria a ser o 8 de Março. Naquele dia, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.
O protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo - 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotariam em 1918 e é utilizado pela maioria dos países do mundo hoje.

Data foi oficializada em 1975
O chamado Dia Internacional da Mulher só foi oficializado em 1975, ano que a ONU intitulou de Ano Internacional da Mulher para lembrar suas conquistas políticas e sociais.
"Esse dia tem uma importância histórica porque levantou um problema que não foi resolvido até hoje. A desigualdade de gênero permanece até hoje. As condições de trabalho ainda são piores para as mulheres", pontuou Eva Blay.
"Já faz mais de cem anos que isso foi levantado e é bom a gente continuar reclamando, porque os problemas persistem. Historicamente, isso é fundamental."
No mundo inteiro, a data ainda é comemorada, mas ao longo do tempo ganhou um aspecto "comercial" em muitos lugares.
O dia 8 de março é considerado feriado nacional em vários países, como a própria Rússia, onde as vendas nas floriculturas se multiplicam nos dias que antecedem a data, já que homens costumam presentear as mulheres com flores na ocasião.
Na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga no 8 de Março, conforme é recomendado pelo governo — mas nem todas as empresas seguem essa prática.
Já nos Estados Unidos, o mês de março é um mês histórico de marchas das mulheres.
No Brasil, a data também é marcada por protestos nas principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial e protestos contra a criminalização do aborto e a violência contra a mulher.
"Certamente, o 8 de Março é um dia de luta, dia para lembrarmos que ainda há muitos problemas a serem resolvidos, como os da violência contra a mulher, do feminicídio, do aborto, e da própria diferença salarial", observou Blay.
Segundo ela, mesmo passadas décadas de protestos das mulheres e de celebração do 8 de Março, a evolução ainda foi muito pequena.
"Acho que o que evoluiu é que hoje a gente consegue falar sobre os problemas. Antes, se escondia isso. Tudo ficava entre quatro paredes.
Antes, esses problemas eram mais aceitos, hoje não."

quinta-feira, 5 de março de 2020

Virtudes Possíveis – Reflexões - SIMPLICIDADE




Ela é a semente e o tempero de todas a virtudes. Sem a simplicidade, as outras qualidades humanas perdem seu sentido – ou se transformam em caricaturas de si mesmas. Pois o simples não é o oposto do complexo: é o oposto do falso. Ser simples de verdade é levar em conta a natureza complexa das coisas – mas sem multiplicar complicações desnecessárias.


                                       CORAGEM

Só existe coragem quando há desafio. Ou seja: ser corajoso é escolher o certo  quando este é difícil . E isso não tem nada  a ver com glória: a real bravura só mira no prêmio da consciência tranquila . Coragem também não é o contrário de medo – mas de permissividade e apatia. O temor é , na verdade, um ponto de partida para uma alma verdadeiramente corajosa.

                                         A LEI DO SUCESSO

Para um bom ganhador não existe derrotas.
Para quem escolheu ser um vencedor, tudo tem um proveito.
Não existem perdas, apenas fins de ciclos.
Não existem tombos, apenas mudanças.
Não existem inimigos, apenas pessoas diferentes.
Não existe problemas, apenas chances de se exercitar.
Não acontecem desgraças, apenas chamas passageiras.
Não há orgulho ferido, apenas lições de vida.
Não existem comodismos, apenas rápidos descansos.
Não existem fracassos, apenas sucessos dos outros.
Na lei do sucesso, só vale quem acredita que nasceu para vencer, porque a vida só leva para o futuro quem sabe viver.

Fonte: Revista Vida Simples – autor José Francisco Botelho
As duas primeira e a última  autor desconhecido .





terça-feira, 3 de março de 2020

Cartão de crédito passa a usar cotação do dólar do dia



Quem usa o cartão de crédito no exterior vai poder calcular com mais precisão o custo das compras internacionais. Entra em vigor neste domingo (1º) determinação do Banco Central (Circular nº 3918) que obriga as operadoras de cartão a usar a cotação do dólar do dia da compra – e não mais a do dia de vencimento da fatura – para conversão do valor em real.

A mudança pretende dar mais previsibilidade aos consumidores que usam o cartão no exterior ou que fazem compras em sites estrangeiros. Antes dessa mudança, a cotação da moeda americana usada era aquela do dia do fechamento da fatura. Quando anunciou a mudança na regra, em novembro de 2018, o Banco Central (BC) argumentou que o cliente ficava vulnerável às variações do dólar no mercado financeiro desde a data em que o gasto foi feito até o momento do pagamento da fatura mensal do cartão de crédito.

Com a nova regra, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente. A partir de agora, deve constar na fatura: a discriminação de cada gasto, a data, a identificação da moeda estrangeira e o valor na referida moeda; o valor equivalente em dólar na data do gasto; a taxa de conversão do dólar para reais na data da compra; e o valor em reais a ser pago pelo cliente.

Para que o cliente possa ter informações sobre as melhores taxas de câmbio utilizadas pelos emissores no mercado, os bancos serão obrigados a tornar disponível em todos os seus canais de atendimento ao cliente a taxa de conversão do dólar para o real utilizada no dia anterior; e publicar informações sobre o histórico das taxas de conversão.

Além de se atentar às taxas de câmbio, os consumidores devem observar que as compras no exterior com cartão de crédito têm incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), com alíquota de 6,38%.

segunda-feira, 2 de março de 2020

CORONAVÍRUS - Saiba como se proteger contra o coronavírus e o que fazer em caso de suspeita




Em primeiro lugar, é importante ressaltar que não há necessidade de pânico. Os sintomas da covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus) são similares aos da gripe (tosse, coriza, febre), e segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% dos infectados se recuperaram sem necessidade de tratamento especial. 

A taxa geral de letalidade do vírus é de cerca de 3%, e ele é menos grave que o H1N1, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Os principais atingidos até agora são pessoas com mais de 60 anos que têm doenças associadas. Segundo estudo deste mês do CCDC (Centro Chinês para o Controle e Prevenção de Doenças), a taxa de mortalidade entre pessoas acima de 60 anos é de 8,8%. 
As principais recomendações para se proteger incluem bons hábitos de higiene, como lavar bem as mãos e cobrir a boca ao tossir e espirrar. A OMS aconselha o uso racional de máscaras descartáveis para evitar desperdício, ou seja, usá-las apenas em caso de sintomas respiratórios, suspeita de infecção por coronavírus ou em caso de profissionais que estejam cuidando de casos de suspeita.

DEVO USAR MÁSCARA?

Se você não tiver nenhum sintoma, não. A OMS recomenda o uso apenas por pessoas com sintomas, para que evitem a transmissão, em combinação com outras medidas de higiene. A exceção são pessoas cuidando diretamente de doentes.

DEVO EVITAR VIAJAR?

Não necessariamente, mas locais com índice de contaminação mais alto comprovado, que estão na lista do Ministério da Saúde, exigem atenção redobrada às medidas de higiene e aglomerações de pessoas. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também pediu bom senso.

HÁ VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS?

A vacina ainda não foi desenvolvida. Por isso, a forma mais eficaz de se proteger é manter bons hábitos de higiene. 

DEVO EVITAR AGLOMERAÇÕES?

Aglomerações ajudam na disseminação do vírus, mas, tomados os cuidados básicos, elas só precisam ser evitadas em uma áreas de alta incidência (o que não existe por ora no Brasil).

FIZ UMA ENCOMENDA INTERNACIONAL. CANCELO?

O vírus não sobrevive mais do que poucas horas em superfícies de objeto, e esse tempo diminui com as variações constantes de temperatura. Na dúvida, limpe a superfície com álcool.

TENHO SINTOMAS DE GRIPE (TOSSE, ESPIRRO, FEBRE). O QUE FAÇO?

Quem não teve contato com um possível transmissor não deve temer. Se há um histórico de ligação com região contaminada ou com pessoa vinda dessa região, o paciente com sintomas deve procurar um hospital. Os médicos orientarão sobre os passos seguintes. Não há teste caseiro.
Os médicos pedem cautela e evitar prontos-socorros em casos não urgentes para reduzir riscos de contaminação.

O PRIMEIRO PACIENTE COM CONFIRMAÇÃO DE CORONAVÍRUS FOI PARA CASA. ELE ESTÁ DISSEMINANDO O VÍRUS?

Ele está em isolamento domiciliar e pessoas que tiveram contato com o paciente são monitoradas. O vírus pode ser transmitido por pacientes sintomáticos durante um período de 14 dias. Não há dados conclusivos a respeito de risco de transmissão por doentes assintomáticos.

CHÁ QUENTE COMBATE O VÍRUS?

Não.

E VITAMINAS?

Não.

E ANTIBIÓTICO?

Não.

E HOMEOPATIA?

Não.

BEBIDAS PODEM AJUDAR A PREVENIR O VÍRUS?

Não, mas, em caso de infecção, a hidratação é importante.

RECEBI UMA MENSAGEM SUGERINDO CUIDADOS. COMO SEI SE ELA ESTÁ CORRETA?


Vale atenção mesmo para mensagens que tenham fontes supostamente críveis —um hospital conhecido, a OMS, um veículo de comunicação reconhecido, o Ministério da Saúde ou a secretaria estadual. O mais indicado é entrar, por conta própria, nos sites das fontes confiáveis citadas anteriormente.  

​QUAL O MELHOR MÉTODO PARA EVITAR O CORONAVÍRUS?

Lavar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir/espirrar e manter distância de ao menos dois metros de pessoas que estejam tossindo ou espirrando. Evite tocar nos olhos, no nariz e na boca.
Fonte: FOLHA 

FELIZ 2021